30 de mai de 2011

Pensamentos Aleatórios

Realmente está dando muito trabalho não ter trabalho, os dias parecem os mesmos e as curvas te levam para o mesmo lugar. Aquela brisa do verão se foi, estamos nas fantasiosas neblinas do inverno e muitas coisas mudaram. Houveram voltas sem escolhas, descasos, abandono, tentativas e falhas; Houveram perdas, desaparecimento, lamentos, procura, tentativas e falhas; Houveram mudanças, movimento, dança, esforço, tentativa e falha.

Hoje noto que: detesto ter que cozinhar estando doente, comida congelada responde melhor às dores no corpo (de um resfriado, irônico não?). Hoje noto que: pude resolver todos meus problemas encarando-os nos olhos com respeito, mas ainda existem alguns demasiado complexos para serem aniquilados pela fagulha do ímpeto. 
Tive uma perda, uma das filhas da May desapareceu, fizemos incansáveis procuras pela área mas nada de construtivo. 

O tempo passa e eu vejo um crescimento da ignorância exponencialmente maior do que a iluminação do saber, soa como se as pessoas tivessem um ápice de rebeldia e ânsia de conhecimento, em uma determinada idade, e depois simplesmente aceitam a comodidade que a sociedade homeopaticamente impõe. É uma roleta russa, jogo que te força a agradar gregos e troianos. Por medo de falha acabam por viver para morrer, respiram com uma linha traçada para a cova, sem evolução ou descoberta, apenas consequência, respiração, alimentos, alegrias e sono, ciclo (o que me lembra muito os jogos de tabuleiro, Jogo da Vida ou Monopólio).

Nunca tomei tanto chá na minha vida, descobri uma fonte barata e de qualidade. Agora posso recordar com minhas papilas gustativas minha infância de gosto chá de quebra pedra. Chega a ser engraçado como, às vezes, nos distanciamos tanto de certas coisas que elas simplesmente escapam de nossa memória como areia entre os dedos, eu me pego em sustos de "olha! eu lembro disso!" e "pior! Isso é muito bom!". 

Consertei minha flauta ocarina para fazer concertos. É muito bom ter um instrumento de sopro à disposição além da nossa voz, eles são bastante expressivos... Mas não quando se está gripado. 

3 de mai de 2011

Domingo

Terra húmida na ponta dos dedos e joelhos arranhados, estrelas em cascatas
Espelho de maravilhas admirando infinito e mais infinito
A alma que voa e não se prende ao vento
Batidas fortes dentro de seu pequeno castelo
Um sorriso
Uma data
Braços abertos em abraços à vida
A felicidade em ecos de risos harmonizados
Cadarço desamarrado e baba de cachorro na camiseta
Reinos e monstros atrás de troncos, muros e folhagens
Bola, luva, bicileta, boneca

Biscoito  Doce  Colher  Leite

Lábios escuros, sereias turvas
Fogem da luz, esconde-esconde
Azul sobre azul, coelho de algodão branco
Mil bosques à mil milhas, distâncias vencidas com passos apressados
Pequenas maravilhas multicoloridas, asas cintilantes
Tudo que podia ser de um simples domingo de chuva
Desmoronado pela avalanche indomável da imaginação.